Os Gostos E As Diferenças

Uma vez eu li uma frase que me marcou e acho muito interessante: "Não faça aos outros o que deseja para você; eles podem não ter o mesmo gosto"

Parece que nós temos o costume de querer impor as nossas crenças, ideias, pensamentos, gostos e características nas outras pessoas, como se tudo aquilo que fizéssemos fosse a única maneira de fazer ou, pior ainda, fosse a única maneira certa de fazer. O problema, ao fazer isso, é que acabamos desconsiderando as outras pessoas, seus pensamentos, gostos, conhecimentos e história de vida e, além disto, também nos fechamos para o que é novo.

É confortável passar uma vida inteira fazendo as mesmas coisas, do mesmo jeito, dia após dia? Pode ser. Entretanto, deixamos de aprender coisas novas, de conhecer novos lugares, novas pessoas, inclusive para dizermos que não gostamos, mas, infelizmente, muitos de nós acabamos paralizados ou pelo medo do desconhecido ou por não querer sair da nossa rotina, pois acreditamos que aquilo que fazemos já é da melhor maneira possível e assim queremos que os outros nos sigam.

Geralmente as pessoas dizem "não faça aos outros o que não deseja para você", mas será que já perguntamos qual é o gosto da outra pessoa? Será que ela concorda conosco? Como posso dizer que azul é a cor mais bonita e que meu colega deve usar a mesma cor sendo que ele prefere vermelho? Como posso dizer que uma banda é melhor que a outra e ficar furioso quando outra pessoa disser o contrário? Não é justamente por isso que existem tantas variedades de produtos, para que cada pessoa escolha a que mais lhe agrada?

Gosto realmente não se discute. O que pode ser bonito para mim pode não ser para você e vice-versa, portanto não devemos impor nossos gostos às outras pessoas. É claro que podemos convidá-las para que experimentem algo novo, mas exigir que elas também gostem, não dá. Pense naquela comida que você gosta e que outra pessoa não goste, ela é louca de não gostar, certo? E quando ela gosta de algo que você não gosta, ela também é louca, mas desta vez por gostar? É realmente muito difícil lidar com seres humanos pois cada um tem seus gostos, suas características, percepções, crenças e históricos de vida, cada um diferente do outro. Alguns gostos vão ser semelhantes, mas tome cuidado para não sofrer tentando achar alguém 100% igual a você ou tentando fazer com que os outros pensem exatamente como você.

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domingo 05 fevereiro 2012 21:42


Educação e o "Jeitinho Brasileiro"

Quem vive na cidade de São Paulo conhece muito bem a rotina: trânsito, filas, tempo de espera, ônibus lotados, estações de metrô cheias de pessoas e com o mínimo de espaço para circular. Ainda não sei se a cidade não para ou se a cidade vive parada. Ah, outra coisa importante: Nesse cenário que descrevi sempre existem aqueles que querem "se dar bem", os espertinhos ou arrogantes demais para acharem que são pessoas diferenciadas e que podem, quase literalmente, passar por cima dos outros. São aqueles que, no transito, enquanto dirigem, fecham os cruzamentos, os que utilizam as faixas exclusivas para ônibus, param nas faixas de pedestres, estacionam em locais proibidos ou em vagas para deficientes ou idosos (com o argumento que "é só por um segundo"), não dão seta quando querem trocar de faixa, entre outras atitudes. São, também, aqueles que sentam nos assentos reservados em ônibus e metrô e fingem dormir para não desocuparem, os que furam filas, os que inventam desculpas para conseguir alguma vantagem. São os comerciantes que não têm 10 centavos de troco para nenhum cliente e, assim, conseguem juntar um bom dinheiro (que não é deles). São os que não fazem nada nos trabalhos de escola ou faculdade e pedem para colocarem seus nomes em um dos grupos, são os que colam nas provas e se dão bem, não assumem suas responsabilidades e culpam outros. Não estou falando dos crimes como assaltos, roubos, furtos, assassinatos, como sempre vemos nas notícias, mas daqueles atos que vão contra a ética, a moral, os bons modos, a educação e, principalmente, o respeito com os seres humanos.

Pense no seguinte cenário: você está no seu carro, parado em uma fila que não anda, aguardando para fazer uma conversão. Eis que surge o tal "espertinho" na faixa ao lado, faixa esta que não é para quem quer fazer a conversão e que está livre. Ele passa rapidamente ao seu lado e, quando você menos espera, ele se coloca entre dois carros para fazer a conversão que você, por alguns minutos, estava esperando para fazer. Qual é a sensação? Injustiça? Raiva? Espanto? Você se acha um idiota por estar ali parado enquanto que o "inteligente" conseguiu ver algo que você não viu? Infelizmente essa é uma cena bastante comum aqui em São Paulo e, acredito, na maioria das grandes cidades do Brasil. Esse é apenas um dos inúmeros exemplos do tal "jeitinho brasileiro". Como não há fiscalização e/ou punição, muitos fazem o mesmo pois conseguirão o que querem sem ter de esperar. E as outras pessoas que aguardavam pacientemente por sua vez? O famoso "espertinho" não as levará em consideração pois ele não se importa com os outros, não se importa com o coletivo, é o "primeiro eu e o resto que se..."

O resultado da soma destes atos é o que citei no início do artigo: trânsito, filas, tempo de espera, ônibus lotados, estações de metrô cheias de pessoas e com o mínimo de espaço para circular. E, entre outras consequências, nós temos um número maior de acidentes, mais filas, maior tempo de espera e ficamos parados no mesmo lugar. Literalmente e metafóricamente, pois a cidade e a humanidade também demoram mais para evoluir. Infelizmente, no Brasil, adotamos o termo "jeitinho brasileiro" para se referir a alguma "solução" para um problema, como as famosas "gambiarras" ou "gatos", que significa puxar energia elétrica ou ter acesso à TV a cabo sem pagar a conta, comprar produtos piratas ou roubados por preços muito inferiores, desviar verbas, entre outros, e a lista é longa.

Para aqueles que acham que seus atos são "coisas mínimas" ou "não são nada de demais", aqui vai uma notícia: seus atos importam sim! Os atos bons e os ruins, ambos criam impactos e trazem consequências para a sociedade em que vivemos. Um gesto faz muita diferença, você pode ajudar ou atrapalhar muito a vida de outras pessoas e isso vai influenciar em outras pessoas e em outras, em um efeito dominó. Por isso, lembre-se: quando você achar que está tirando vantagem, na verdade você só estará atrapalhando a vida de outras pessoas. E, depois, quando outra pessoa quiser tirar vantagem de alguma situação, a consequência poderá refletir em você.

Achei essa tirinha na internet, ela explica um pouco do que eu quis dizer:

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segunda 30 janeiro 2012 22:41


O Psicólogo e o Louco

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Hoje em dia, mesmo com o montante de informações, ainda existem muitas pessoas que acham que "psicólogo é para loucos". Infelizmente essa ainda é uma barreira muito grande contra o nosso trabalho (em praticamente todas as áreas da Psicologia). Muitos não cogitam fazer terapia ou olham feio quando alguém os indica a buscar um terapeuta justamente por causa desse estigma quando, na verdade, os psicólogos são profissionais que trabalham em prol da saúde do ser humano e da sociedade.

Fazer análise e/ou terapia significa buscar um conhecimento maior de si mesmo, tentar entender e mudar comportamentos ou atitudes que nos prejudicam, comportamentos estes que nem sempre percebemos que temos ou que nos fazem mal. Além disso, o psicólogo pode ajudar a ver o mundo de um jeito diferente, ou seja, auxilia com novas alternativas, visões e perspectivas.

Dentro das instituições os psicólogos são muitas vezes temidos pois existe uma crença de que eles irão modificar tudo o que já existe ou então vão dizer às pessoas como fazer o que elas já faziam anteriormente. Entretanto, na verdade, o profissional irá auxiliar com questões que serão trazidas até ele, buscando auxiliar da melhor maneira possível para que haja saúde. Alguns exemplos de trabalhos: manter um ambiente saudável para que não haja faltas e doenças dos funcionários, possibilitar que todos tenham um espaço para falar e serem ouvidos, compartilhar ideias bem sucedidas, buscar a motivação necessária dentro do ambiente de trabalho, pensar em conjunto novas ideias e tantas outras tarefas que o psicólogo pode exercer.

Na clínica o psicólogo atenderá o paciente a partir das questões trazidas, entendendo seus medos, suas expectativas, seus pensamentos, suas crenças, seus pontos fortes e fracos, ou seja, o paciente por inteiro, para que possa ajudá-lo da melhor forma possível. Todos nós enfrentamos alguma dificuldade, algum problema, não sabemos o que fazer em determinadas situações ou não sabemos porque temos, de repente, sensações diferentes e um psicólogo pode nos ajudar com isso.

Existem várias formas de terapia: música, esportes, danças, desenhos, pinturas, assistir à filmes, peças de teatro ou programas de televisão, cuidar de um jardim, cada pessoa sabe (ou deveria saber) o que faz bem para ela mesma. O psicólogo também auxiliará na descoberta do que realmente faz bem à pessoa, atividades que a tranquilizem e trazem bem estar.

Se conhecer é a melhor maneira de enfrentar o mundo, pois saberemos o que esperar de nós mesmos, em que situações nos colocarmos, como enfrentar as novidades, nossas capacidades, nossos pontos fracos, o que priorizar, tentar entender o que de fato existe e o que nós mesmos colocamos como verdades. Não há loucura em procurar um psicólogo quando sentirmos necessidade, não é loucura em aceitarmos que precisamos de ajuda e não é louco aquele que tem medos, receios, incertezas ou angustias.

quarta 18 janeiro 2012 06:16


A Ética e o Ser Humano

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Discutir ética e moral nem sempre é fácil pois nem todos concordam com os mesmos valores. Veja isso no dia-a-dia: relacionamento entre pessoas, seja em casa, na escola, no trabalho, no trânsito, em filas, etc. Algumas pessoas se acham melhores que as outras, acham que merecem mais ou que são mais importantes. É a partir daí que começam os problemas: por não se importarem com os outros, começam a furar filas, querer tirar vantagens dos outros, fazer o que é proibido, entre tantas outras coisas que, aqui no Brasil, chamamos do "jeitinho brasileiro". 

Durante a graduação observei e fiquei sabendo de algumas situações não muito agradáveis (muitas dentro da sala de aula). Presenciei pessoas que passaram os 4 anos colando em todas as provas (no 5º ano não havia prova), mas que não eram capazes de discutir sobre qualquer assunto relacionado à Psicologia. Vi pessoas plagiando em trabalhos, o que é um crime, e também tive o desprazer de escutar as perguntas mais absurdas sobre conceitos que eram básicos, que qualquer aluno de 1º ano deveria saber, isso no 4º/5º ano. 

É claro que também convivi com pessoas bastante capazes de exercer a profissão, colegas com raciocínio crítico, que sabem, de fato, pensar. Fiz amigos com quem adoro conversar, seja sobre Psicologia ou qualquer outro assunto.

Acho triste ver pessoas assim levando o título de psicólogo(a) pois, além de mancharem o nome da profissão, também não estão prontos para ter um cuidado com o ser humano com quem vão trabalhar (se é que vão). Como já dito anteriormente, são alguns casos que presenciei na faculdade que me fazem ter essa visão, são aquelas pessoas que nunca abriram um livro, apenas colavam para passar; pessoas que não faziam trabalhos e, no dia da entrega, imploravam (e já vi casos de pagarem) para colocarem o nome deles no trabalho; pessoas que não agiam com ética e pareciam não se importar com isso. Infelizmente isso acontece em vários cursos, de várias Universidades. Por isso acho que o sistema de entrada (o vestibular) deveria ser diferente, não só na Psicologia, mas em todos os cursos de graduação. Quem sabe assim teríamos profissionais mais bem preparados, menos corrupção e mais cuidados com o ser humano.

segunda 21 fevereiro 2011 23:47


Apresentação

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Meu nome é Pedro Figueiredo de Moraes e sou formado em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Resolvi cursar Psicologia por perceber que era muito observador e tinha facilidade em ver que as pessoas reagiam de formas diferentes em situações parecidas. Na faculdade o meu gosto pela Psicologia foi crescendo e tive bastante interesse nas áreas de Psicologia clínica, social, jurídica e escolar. Fiz estágio na clínica-escola da Universidade, em um Fórum e em uma escola, enquanto estava na faculdade.

Atualmente trabalho como psicólogo clínico; atendo crianças, adolescentes e adultos. Gosto muito de ler, pesquisar, me atualizar, conversar e tudo que seja relacionado à Psicologia. Tenho bastante interesse em esportes e música, que considero bastante terapêuticos. Acredito que, assim como as artes (desenhar, pintar, esculpir, etc), ajudam na concentração, no foco, paciência e a extravazar aquela energia que não conseguimos liberar no dia a dia.

Fiz o blog para escrever, documentar e divulgar algumas das minhas ideias e pensamentos e também para trocar com outras pessoas, sejam profissionais da área, de diferentes áreas ou apenas curiosos. Também me coloco à disposição para ajudar, responder perguntas e fazer as pessoas pensarem. Caso queira entrar em contato, meu e-mail é pedro_moraes@hotmail.com

 

segunda 30 janeiro 2012 20:36



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